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Conheça Nossa Cidade

Conhecendo nossa Cidade

História

O primeiro marco na história de Valinhos registra a concessão de uma sesmaria ao sesmeiro Alexandre Simões Vieira no dia 2 de dezembro de 1732, que foi outorgada pelo presidente de São Paulo, Antonio Luiz de Távora, o conde de Sarzedas. Conta a história que Alexandre Simões Vieira abriu um caminho novo de Jundiaí aos Goiazes, tendo como paragem um ribeirão chamado Pinheiros.

O Pouso de Pinheiros é o primeiro marco oficial de uma área dentro do atual município de Valinhos e, conforme os historiadores, teve existência quase centenária. Segundo o professor Mário Pires, em seu livro “Valinhos: Tempo e Espaço”, a localização deste chamado Pouso de Pinheiros provavelmente é o atual bairro Capuava, o qual o historiador considera a “célula mater” de Valinhos.

No período em que a sesmaria foi outorgada, Campinas ainda era chamada de bairro de Mato Grosso das Campinas, pertencente ao município de Jundiaí. Em 1741, Francisco Barreto Leme, juntamente com sua família, fixa-se na região e dá início a um povoado. Em 1774, o então bairro de Jundiaí é elevado à categoria de Distrito e, em 16 de novembro de 1797, Campinas torna-se município.
A partir daí, não se sabe precisar quando foi fundada a vila de Valinhos. Porém, na área onde está localizado o município hoje, já naquele período se constata o desenvolvimento através de grandes fazendas. A fazenda Dois Córregos, onde atualmente se localiza o bairro Dois Córregos, pertenceu ao Brigadeiro Luiz Antonio, tido como o homem mais rico da capitania, que chegou a possuir, só em Campinas, 16 engenhos de açúcar.

Outro dado importante sobre nossas origens aconteceu durante a epidemia de febre amarela que arrasou Campinas no ano de 1889. Segundo cálculos feitos pelos médicos da época, a população de Campinas, que era de 20 mil pessoas, foi reduzida a quatro mil. Não que a maioria tenha morrido, mas sim que as mesmas fugiam da cidade com medo da doença.
Foi em função da epidemia da febre amarela de 1889, que a Sexta Secção Eleitoral de Campinas foi transferida para Valinhos, pois muitos dos campineiros buscaram refúgio em Valinhos. Com isso, o futuro distrito de Valinhos começa a ser desenhado. No ano de 1893, o Diário Oficial do  Estado do dia 1º de setembro publica, em sua página 7840, dentro do Expediente da Secretaria dos Negócios da Justiça, ato de criação do “Distrito Policial de Valinhos”.

O tráfego ferroviário pela Cia. Paulista de Estrada de Ferro de Jundiaí a Valinhos teve início em 28 de março de 1872. Com a precariedade das estradas, as cargas sendo transportadas no lombo de mulas e burros, os trens passaram a ter grande importância, servindo inicialmente para o transporte das sacas de café em grãos, com destino ao Porto de Santos.

Conforme relato do historiador Benedito Otávio, em 1907, ao inaugurar-se a Cia. Paulista o tráfego ainda era pequeno na Vila de Valinhos, crescendo após a lei de 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão. Com a abolição, havia falta de mão-de-obra e os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar em 1888, dando um novo impulso na agricultura.

As inúmeras fazendas cafeeiras, que proliferavam em toda região, motivaram a construção da ferrovia. Em 28 de maio de 1896, a pequena, mas próspera vila de Valinhos foi elevada à categoria de Distrito de Paz, que utiliza as mesmas divisas do Distrito Policial, criado em 1893, para definir os limites do novo distrito.

Se Valinhos teve projeção nacional e, por que não, internacional, isso se deve a seu principal produto agrícola, o Figo Roxo, introduzido em terras valinhenses pelo imigrante italiano Lino Busatto, no ano de 1901. A partir de 1910, o Figo já é produzido em escala comercial, o que torna Valinhos conhecida nacionalmente como a Capital do Figo Roxo.
No dia 30 de dezembro de 1953, o Governo do Estado promulga a lei 2456, criando o município de Valinhos. A primeira eleição acontece no dia 3 de outubro de 1954, sendo eleito Jerônymo Alves Corrêa o primeiro prefeito. O município é oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1955, quando tomam posse o prefeito e os 13 vereadores.
No dia 18 de março de 2005, Valinhos foi elevada à condição de Comarca, em cerimônia realizada no Fórum Municipal. Agora, a cidade está autônoma no que diz respeito aos serviços judiciários. Antes, os moradores da cidade tinham que ir até Campinas para obter alguns serviços, como protestos de títulos, registros de imóveis, de títulos e de documentos.

 HINO:

Letra e Música: Juliane Pires Lima dos Santos

Gravação: Ricardo Tardelli e Ernesto Cenzi

Valinhos,
Meu torrão natal!
Valinhos,
Terra sem igual!

À sombra da Bandeira,
Tu te ergues altaneira,
Em busca de um ideal!

I

Terra do figo roxo,
Vales e montes mil;
Ergue-se um colosso, 
Num gesto, a mão gentil!

Qual Éden de Deus presente,
Pedacinho reluzente
Do meu imenso Brasil!

II

Terra das belas artes,
Fontes e encantos mil;
Teu povo bandeirante
Inspira amor febril!

Qual Éden de Deus presente,
Pedacinho reluzente
Do meu imenso Brasil!


Bandeira                                                                                

bandeiravalinhosOitavada de verde, formando as oitavas figuras geométricas trapezoidais, constituídas por oito faixas brancas carregadas de sobre-faixas amarelas, dispostas duas a duas no sentido horizontal, vertical, em banda e em barra, que partem de um retângulo branco central onde é aplicado o brasão.

De conformidade com a tradição heráldica portuguesa, da qual herdamos os cânones e regras, as bandeiras municipais são oitavadas, ostentando ao centro o brasão da cidade em suas cores heráldicas, tendo por cores as mesmas constantes do campo do escudo.

O brasão ao centro da bandeira simboliza o Governo Municipal e o retângulo onde é aplicado representa a própria cidade sede do município. As faixas simbolizam o Poder Municipal (Governo do Município) que se expande a todos os quadrantes do território e as oitavas (figuras geométricas trapezoidais) assim constituídas, representam as propriedades rurais, existentes no território municipal.

Brasão                                                                                           

brasaovalinhosEscudo clássico flamengo – ibérico, encimado pela coroa mural de oito torres, de prata. Em campo de bláu, a representação icnográfica de uma fábrica, de ouro, com quatro chaminés fumegantes, acende sobre um terrado de sinopla, formando ondulações, salientando, á destra, uma árvore frutífera do mesmo esmalte, firmado no cantão sinistro do chefe, um sol heráldico de ouro. Como suportes, à destra, um galho de macieira, frutificado ao natural, entrecruzados em ponta, sobre os quais as sobrepõe um listel de bláu contendo, em letras de ouro, a divisa: IN LIBERTATE LABOR.

O exudo clássico flamengo-ibérico, usado para representar o brasão de armas de Valinhos, também chamado de escudo português, é um evocativo histórico da raça, colonizadora e principal formadora da nacionalidade brasileira.
A coroa mural que o sobrepõe, sendo de prata, de oito torres, dentre as quais apenas cinco são visíveis em perpectivas no desenho, é o símbolo universal dos brasões de domínio, classificando a cidade que representa na Segunda Grandeza, ou seja, sede de Comarca.

A cor bláu (azul) do campo do escudo é símbolo heráldico de nobreza, perseverança, zelo e lealdade, predicados do povo valinhense, testemunhados pelo labor constante em prol do engrandecimento de sua cidade.
A fábrica simboliza a indústria florescente do município; de ouro, símbolo heráldico de riqueza e esplendor, posto que ocupa lugar de destaque na economia municipal.

O terrado de sinopla (verde), formando ondulações, lembra a topografia da região, onde a fruticultura é praticada e a árvore-figueira, lembra, no brasão, ser o município de Valinhos o maior produtor de figos no Brasil. A cor verde simboliza a esperança, porque alude aos campos verdejantes na primavera, fazendo esperar copiosa colheita.
Nos ornamentos exteriores, os galhos de macieira e figueira, frutificados, lembram os principais produtos da terra dadivosa e fértil que fazem de Valinhos a Meca da fruticultura nacional.
No listel, a frase latina que é uma evocação dos anseios do povo: “O trabalho em Liberdade” ou “Em liberdade trabalhamos”.

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