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Notícias › 09/02/2018

Coordenador da Pastoral da Saúde comenta trabalho de auxílio a doentes

“O serviço da Igreja aos doentes e a quantos cuidam deles deve continuar, com vigor sempre renovado, por fidelidade ao mandato do Senhor”, escreveu o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial do Enfermo 2018, celebrado neste domingo, 11. A afirmação de Francisco deixa clara a necessidade de cuidar dos mais debilitados, estejam eles em hospitais ou em casa ― e de forma incessante.

O trabalho da Pastoral da Saúde, uma das pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realiza e inspira este trabalho nos fiéis desde 1986. Este braço da Igreja no Brasil desenvolve suas atividades distribuídas em três áreas de atuação: solidária, comunitária e político-institucional. “Em nossa dimensão solidária, levamos assistência aos enfermos em domicílio ou nos hospitais”, explica Alex Gomes da Motta, coordenador da Pastoral da Saúde Nacional. 

No sentido comunitário e político-social, o coordenador da Pastoral acredita que o trabalho desenvolvido por eles harmoniza-se com o conceito enfatizado pelo Papa com relação à Igreja em Saída. “A Igreja deve sair de si mesma, rumo às periferias existenciais”. “Quando saímos da nossa própria comunidade para levarmos a Boa Nova não só em ambiente hospitalar, mas também em domicílio, isto já é uma Igreja em Saída”, afirma Motta.

Em sua tríade de atuação ― solidária, comunitária e político-institucional ― as atividades da Pastoral se complementam para um único fim: levar o bem-estar àqueles que se encontram com a saúde debilitada e não têm alguém por eles. “Na dimensão comunitária, levamos orientação e formação de saúde, e na político-institucional conscientizamos os agentes do seu papel no controle social, em que ele está na busca de seus direitos e conscientizar os leigos e leigas dentro de sua comunidade”, reiterou.

Sebastiana Abreu dos Santos atua como agente na Pastoral há mais de dez anos. No hospital, visita as enfermarias, reza pelos doentes e procura levar paz a essas pessoas num momento repleto de incertezas. Começou a atuar como voluntária por acaso e, desde então, não parou mais. “Também sou missionária, mas recebi um chamado para prestar esta ajuda. Acabou se tornando um alerta para que eu tivesse mais amor ao ser humano, pois nestes momentos sempre precisamos de uma palavra amiga, um abraço, que faz uma diferença muito grande”, afirma.

Levar a solidariedade da Igreja a essas pessoas se tornou uma missão de vida para Sebastiana, que já perdeu entes queridos, mas nunca deixou de atuar junto à Pastoral. “Perdi minha irmã e meu marido. Acompanhei os dois, mas continuo com meu trabalho até hoje. O primeiro passo para a Evangelização acontece em nossa casa”, reitera. 

Infraestrutura

O trabalho assistencial desenvolvido pela Pastoral da Saúde é diversificado, mas acaba sendo direcionado ao atendimento hospitalar. Existem, porém, outras arquidioceses e dioceses que possuem centros de assistência dentro das paróquias. “Eles possuem médicos, psicólogos, enfermeiros, isto vai muito de acordo com a realidade de cada comunidade”, disse o coordenador geral.

A Pastoral ainda recebe auxílio do Fundo Nacional da Solidariedade, da CNBB, em que é elaborado um projeto anual em torno da Campanha da Fraternidade. “Mantemos nossos agentes sempre atualizados com estes temas. Mas em termos de infraestrutura financeira, existem parcerias de acordo com os projetos locais elaborados pelas comunidades”, esclarece Motta.

Sobre a data

O Dia Mundial do Enfermo é celebrado anualmente, por tradição, no dia de Nossa Senhora de Lourdes. A data foi instituída por João Paulo II em 1992.

Por Canção Nova

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