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Pastoral da Crisma

CrismaA crisma, chamada também de “confirmação”, é o segundo dos sete sacramentos e, juntamente com o batismo e a eucaristia, constitui a plenitude e a marca da iniciação cristã, porque por meio dela o cristão recebe os dons do Espírito Santo e completa a sua identidade cristã e eclesial. Seu nome deriva do grego “chrisma”, que significa “ungüento” e, por extensão, “unção”. Essa tríade sacramental constitui em seu conjunto a energia espiritual que sustenta o desenvolvimento e o crescimento cristãos.

O concílio Vaticano II sugere que:

– a crisma seja administrada dentro da celebração eucarística

– o crismando tenha uma idade de razoável consciência: 12/13 anos

– ela seja precedida por uma adequada preparação catequética, estendida também à família e aos padrinhos e/ou madrinhas

– a comunidade participe com o consentimento unânime na profissão de fé

– a eucaristia possa ser recebida sob as duas espécies pelos crismados, familiares, padrinhos/madrinhas e catequistas

– o ministro “originário”, na prática católica, seja o bispo ou sacerdote por ele delegado; na prática oriental é o sacerdote que a confere juntamente com o batismo – o “crisma” usado seja, todavia, na tradição comum às Igrejas do Oriente e do Ocidente, o que foi consagrado pelo bispo durante a “missa do crisma” de Quinta-feira santa

– a celebração tenha caráter festivo e solene e seja comum para todos os candidatos; não é prevista, portanto, a administração individual. O rito da confirmação segue o esquema clássico:

 

1º- Ritos de introdução, de acordo com a prática comum das Igrejas locais.

2º- Liturgia da Palavra, própria da missa do dia, com leituras que demonstrem a intervenção histórica e profética do Espírito, que é autor, em Cristo, do mistério messiânico da salvação e, na Igreja, de sua missão de evangelização.

3º- Liturgia do sacramento que se realiza em três fases:

a) Renovação das promessas batismais, ou seja, a fé expressa pelo próprio crismando; não mais delegada, portanto, como no batismo. A profissão da fé tem um aspecto negativo expresso pela “renúncia” e um positivo expresso pelo “credo”, a que toda a assembléia adere com seu “Amém”

b) Imposição coletiva das mãos com a oração epiclética, que dispõe ao recolhimento para a acolhida da efusão do Espírito

c) O ato de crismar ou a unção com o crisma sobre a fronte do crismando com a fórmula que acompanha: “Recebe a marca do Espírito Santo que te é dada como um dom”, enquanto o padrinho/madrinha mantém a própria mão direita sobre o ombro do crismando como sinal de seu compromisso de apoiá-lo em seu caminho cristão. A sagrada unção é sinal do Espírito que permanece no crente, ilumina-o e identifica-o com Cristo, eterno sacerdote. A sagrada unção termina com a saudação de paz: “a paz esteja contigo”, dom pascal de fraternidade.

4º- Liturgia Eucarística, com a possibilidade para os crismados, pais, padrinhos e catequistas de receber a comunhão sob as duas espécies.

5º- Ritos de conclusão com bênção final explicitada por duas possíveis fórmulas, significando ambas o mistério trinitário celebrado. Toda a simbologia sacramental aprofunda suas raízes e seu significado litúrgico nas Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos. Como no caso do Batismo, também a Crisma é recebida uma só vez.


Coordenador:

Marisa Ciotto

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