Paróquia São Sebastião

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Artigos › 17/03/2021

Por que o casal deve reconhecer os defeitos um do outro

Reconhecer os defeitos um do outro é um dos grandes desafios dos casais, principalmente para os namorados e noivos. Pode parecer desconfortável no início, mas é importante ter um olhar crítico sobre a pessoa com quem estamos romanticamente envolvidos. Isso nos permitirá ter uma ideia real da pessoa com a qual nos comprometeremos em um relacionamento.

É melhor fazer isso o quanto antes e não depois de se casar. É bom ter uma imagem real e completa da pessoa de quem cuidamos para alcançar o amor verdadeiro.

Clareza no compromisso

“Não fazem bem certas fantasias sobre um amor idílico e perfeito, privando-o assim de todo o estímulo para crescer. Uma ideia celestial do amor terreno esquece que o melhor ainda não foi alcançado, o vinho sazonado com o tempo”, diz o Papa Francisco na exortação apostólica Amoris Laetitia.

Portanto, uma perspectiva crítica não nos separa necessariamente da pessoa, nem nos coloca em uma posição superior como juiz. Mas torna a verdade mais clara para nós e nos ajuda a entender exatamente o que está incluído no compromisso que assumimos. Portanto, é bom de vez em quando adquirir o hábito de colocar as coisas em perspectiva e nos fazer perguntas que nos ajudem a pensar criticamente com uma visão mais realista.

Por exemplo: o que podemos fazer quando encontramos algo frustrante na personalidade da pessoa que amamos? É uma luz vermelha? Podemos conviver com isso nos próximos anos, mesmo que nada mude? É simplesmente algo que nos incomoda ou é mais do que isso – um pecado grave aos olhos de Deus?

Precisamos ter tempo para prestar atenção a quem amamos, com um olhar amoroso que busca a verdade. Devemos nos fazer estas perguntas:

  • Como ele (ou ela) age com outras pessoas?
  • Ele/ela busca um relacionamento com Cristo?
  • Quando ele/ela fala com outras pessoas, fala sobre si mesmo ou demonstra interesse na pessoa com quem estão falando?

Sem dúvida, haverá aspectos da pessoa que amamos que não nos convencerão totalmente ou que acharemos difícil de entender. Pode até haver outros aspectos desagradáveis ​​que só veremos mais tarde.

Mudanças

As pessoas não mudam simplesmente porque alguém manda ou pede que mudem. Mesmo quando temos um desejo sincero de tentar mudar algo rapidamente, certas características provavelmente permanecerão.

A mudança real não é algo que vem de fatores externos. Ocorre quando uma pessoa se sente desconfortável com algo e é capaz de ver por si mesma. Não amadurecemos em um único dia; envolve um processo interno, tempo e, o mais importante, uma grande disposição para amar.

O amor que prometemos um ao outro supera qualquer emoção, sentimento ou estado de espírito, embora possa incluir essas coisas. É um tipo de amor mais profundo baseado em uma decisão do coração – que envolve toda a nossa existência. É a base para construir um relacionamento.

Humildade e mudança

“O outro não é apenas aquilo que me incomoda; é muito mais do que isso. E, pela mesma razão, não lhe exijo que seja perfeito o seu amor para o apreciar: ama-me como é e como pode, com os seus limites, mas o fato de o seu amor ser imperfeito não significa que seja falso ou que não seja real” (Amoris Laetitia)

Ninguém é perfeito. Não somos, nem o é a pessoa com quem escolhemos compartilhar nossas vidas. O mais importante é encontrar alguém que mostre ser uma pessoa convicta e aberta ao amor verdadeiro, capaz de lutar todos os dias pela fidelidade.

O amor sempre envolve um sentimento de profunda compaixão que nos leva a aceitar a outra pessoa, mesmo quando ela age de forma diferente do que gostaríamos. Ela pode ter hábitos estranhos, aspectos que nos incomodam ou parecer refletir uma falta de consciência. Mas se ela ama a Deus e tem um espírito humilde, estará aberta para aprender e mudar quando a Palavra de Deus os chamar.

Encontre um parceiro(a) que seja humilde e aberto a admitir quando está errado(a), que ame a Deus e deseje seguir Seus ensinamentos de todo o coração. Com isso e a ajuda da graça, mudanças positivas na vida serão possíveis.

Paciência no cumprimento das expectativas

Hoje em dia é comum que, quando uma pessoa sente que não está conseguindo o que deseja, ou que o que sonhou não está se tornando realidade, ela pense que é hora de terminar um relacionamento. Mas se for esse o caso, então não há relacionamento que possa durar para sempre.

Frequentemente, nossas emoções negativas em relação à pessoa que amamos nos revelam quais são nossas expectativas, mesmo que nunca tenhamos a intenção de tê-las. Quando isso acontecer, tenha em mente a citação bíblica: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”
(Mateus 7,12).

Devemos nos perguntar se estamos dispostos a corresponder a essas mesmas expectativas primeiro. Se quisermos que nosso parceiro nos perdoe rapidamente, também devemos perdoá-lo imediatamente.

Aceitação e paciência

Podemos simplesmente ter que aceitar algo difícil sobre a pessoa que amamos, enquanto fazemos tudo o que podemos para apreciar os presentes únicos e as boas qualidades que eles trazem para o relacionamento. Por que não fazer o esforço? Deus fez cada um de nós diferente e deu a cada pessoa dons que podemos usar para o bem.

O problema é quando exigimos que os relacionamentos e as pessoas sempre sejam perfeitos, ou quando nos colocamos no centro e esperamos que apenas nossa vontade seja feita. Nesse caso, tudo nos incomoda e nos leva a reagir de forma agressiva.

Se não cultivarmos a paciência, sempre teremos desculpas para responder com raiva. Eventualmente, nos tornaremos pessoas incapazes de viver com outras pessoas. Nosso relacionamento se transformará em uma batalha constante.

O amor em toda a sua verdade é o que torna possível que um relacionamento cresça e perdure. O amor verdadeiro é a experiência completa de tudo o que a outra pessoa é, além das aparências.

Amor significa escolher um ao outro, incluindo o que gostamos e o que realmente não apreciamos. Significa olhar o outro com amor para aceitá-lo, independente de suas virtudes e apesar de seus defeitos.

Fonte: Aleteia



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