Paróquia São Sebastião

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Santo do dia › 16/11/2016

Santa Gertrudes Magna

O Mosteiro cisterciense de Helfa, na Saxônia, começou a funcionar em 1258 e entre suas religiosas estava a mística S. Mectildes (Matilde). Três anos mais tarde de sua instalação, o Mosteiro recebeu a menina Gertrudes, com apenas cinco anos de idade. Nada se sabe, tanto dos seus pais como do lugar onde nasceu. Ela ficou sob os cuidados de S. Matilde,  mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro. Gertrudes se tornou uma boa aluna de latim, e com o passar do tempo, recebeu o hábito de freira, e é provável que nunca mais tenha deixado o claustro.

Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua espiritualidade de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus.

A partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro “Mensageiro do divino amor”, talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele, também conta que, constantemente, era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra.

Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus, culto que alcançaria enorme expansão, no futuro, com santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII. Tanto com S. Matilde como com S. Gertrudes, o amor ao Sagrado Coração de Jesus era um tema frequente, e afirma-se que, em momentos de visão, por duas vezes S. Gertrudes repousou a cabeça no peito de Nosso Senhor e ouviu as batidas do seu coração.

Mais tarde, Gertrudes foi eleita abadessa, cargo que exerceu até o fim de seus dias. Adoeceu e sofreu muitas dores físicas por mais de dez anos até ir comungar com seu “amado esposo”, Jesus, na casa do Pai, no dia 17 de novembro de 1301 ou 1302, com idade aproximada de quarenta e cinco anos. Ela nunca foi oficialmente canonizada, porém, em 1677, o Papa Inocêncio XI fez acrescentar o seu nome no Martirológio Romano, e Clemente XII determinou que sua festa fosse celebrada em toda a Igreja do Ocidente. Ela é muito venerada pelos beneditinos e pelos cistercienses.

A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Inês de Assis, Elpídio, Valério e Roque.



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