Paróquia São Sebastião

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Santo do dia › 09/06/2018

Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja

Sabemos muito pouco da vida de santo Efrém. Nasceu em Nisibi na Mesopotâmia setentrional, no início do século IV, provavelmente em 306. Tinha sete anos quando Constantino emanou o edito de Milão. Ao que parece Efrém não tinha muita liberdade de culto no âmbito da própria família, pois o seu pai era sacerdote pagão, naturalmente pouco propenso a aceitar a formação cristã que a piedosa mãe procurava dar ao filho. Efrém foi expulso de casa. Aos 18 anos recebia o batismo e viveu do próprio trabalho, em Edessa, como servidor num balneário público. Em 338, Nisibi foi atacada pelos persas e Efrém correu ajudá-la.

Quando Nisibi caiu sob o domínio dos persas, Efrém, feito diácono, se estabeleceu definitivamente em Edessa, onde dirigiu uma escola. Aí morreu a 9 de junho de 373. Bento XV o declarou doutor da Igreja em 1920. A tradição no-lo apresenta como homem austero. Não sabia grego e provavelmente foi esta a razão pelo qual não encontramos na sua obra literária aquela influência teológica contemporânea, caracterizada pelas controvérsias trinitárias. Ele é transmissor genuíno da doutrina cristã antiga. O meio usado por santo Efrém para a divulgação da verdade cristã é provavelmente a poesia, razão porque foi chamado “a harpa do Espírito Santo”.

Na sua época organizava-se o canto religioso alternado nas igrejas. Os iniciadores foram santo Ambrósio em Milão e Diodoro em Antioquia. O diácono de Nisibi, nas fronteiras da cristandade e do mundo romano, compôs na língua nativa poesias de conteúdo didático ou exortativo, de natureza lírica e própria para o canto coletivo. O caráter popular de suas poesias propiciou logo vasta divulgação. Da Síria chegaram ao Oriente mediterrâneo, graças também a cuidadosa tradução em grego.

Efrém não escrevia pela glória literária: servia-se da poesia como de excelente meio pastoral, mesmo nas homilias e nos sermões. O profundo conhecimento da Sagrada Escritura oferecia à sua rica veia poética o elemento mais propício para imergir nos mistérios da verdade e extrair úteis ensinamentos para o povo de Deus. Ele é também o poeta de Nossa Senhora, à qual dirigiu 20 hinos e para com ela teve expressões de terna devoção. Invocava Maria como a “mais resplandescente que o sol, conciliadora do céu e da terra, paz, alegria e salvação do mundo, honra das virgens, toda pura, ima-culada, incorrupta, santíssima, inviolada, venerável, honorífica…”.



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